Cinco perguntas para Guilherme Baumhardt

Jornalista acaba de assumir a coordenação de Jornalismo das rádios BandNews FM e Bandeirantes AM

1) Quem é você, de onde veio e o que faz?
Sou jornalista, graduado pela Ufrgs. Meu nome completo é Guilherme Schreiner Baumhardt. Com estes dois sobrenomes - que eu gosto muito, mas que são um tanto complicados -, agradeço o fato de meus pais terem escolhido Guilherme, e não Klaus, Juergen ou Gerhard. Do contrário, eu teria de soletrar também o meu nome toda vez que fizesse um simples cadastro ou pedisse uma pizza pela telentrega. Nasci em São Carlos, interior de São Paulo, em 1983, mas morei a maior parte da minha vida em Porto Alegre. Entre idas e vindas, são quase 22 anos na terra do primeiro clube gaúcho campeão mundial. Sim, eu sou gremista! Nesse meio-tempo, morei também em Campinas, em São Paulo e em Amherst, nos Estados Unidos.
2) Quais são seus planos ao assumir este desafio?
Assumir a coordenação de Jornalismo das rádios BandNews FM e Bandeirantes AM é um desafio gigantesco. Eu já estava há quase quatro anos liderando a BandNews FM Porto Alegre, como editor-chefe da emissora. Foi um processo de consolidação de uma rádio nova, com caráter nacional, em um mercado local muito exigente. O trabalho foi grande, mas a equipe abraçou a missão e hoje, com apenas seis anos, a BandNews FM alcança a grande maioria dos objetivos estabelecidos no início do projeto. Tem uma grade consolidada, caiu no gosto do público feminino, é ouvida por formadores de opinião e tem uma audiência consolidada. Agora o desafio é maior, já que traz consigo a Rádio Bandeirantes AM, uma emissora tradicional, com uma história no Rio Grande do Sul e no Brasil. As emissoras já viraram referências nos seus respectivos segmentos. Meu objetivo é seguir inovando.
3) Por que escolheu o meio rádio em detrimento dos outros?
A minha relação com o rádio não deixa de ser engraçada ou, no mínimo, curiosa. No período da faculdade, antes mesmo de iniciar qualquer estágio, eu tinha uma vontade muito grande de trabalhar em jornal impresso. Achava que o meu futuro estava ali. Ou em alguma publicação mensal, revista especializada, algo do gênero. Televisão? Talvez, mas era algo que ficava em segundo plano. O rádio, ironia do destino ou não, estava no final da fila. Isso valeu até o momento em que surgiu a oportunidade de fazer um estágio na Rádio Bandeirantes. Faltava um ano para encerrar a faculdade, tempo mais do que suficiente para revisar todos os conceitos e entender o porquê de tantos falarem no vício pela "latinha" (microfone). E hoje aqui estou, trabalhando em rádio.
4) O que mais te dá prazer na profissão?
Se eu disser que é estar no ar, estarei simplificando demais a coisa. Estaria sendo egoísta e um tanto injusto. É claro que estar diante do microfone, dentro do estúdio, transmitir a informação ou opinião, é muito bom. É para isso que a gente faz rádio também. Mas ver o trabalho de toda uma geração ainda muito jovem surgir é extremamente gratificante. Descobrir novos talentos é muito prazeroso. Fico muito feliz em ver um grande número de profissionais que começaram conosco, na Band, brilhando nos nossos microfones ou até mesmo em outros veículos. E quando essa geração faz um trabalho jornalístico bem feito, com a informação precisa, com uma roupagem bem elaborada, respeitando os princípios do bom Jornalismo, dá gosto de ver e ouvir.
5) O que todo coordenador de jornalismo deveria saber?
Aprendi muito com todas as pessoas com as quais trabalhei até hoje. Chefes ou não. Eu costumo dizer que arranjar 20 minutos do dia para sentar ao lado do João Garcia, Oziris Marins, Diego Casagrande, Renato Martins ou Leonardo Meneghetti, entre tantos outros, vale tanto quanto uma disciplina de quatro ou oito créditos na faculdade. Você consegue dar um tempo nas broncas que tem para resolver e dedica uma pequena parte do seu dia para ouvir histórias do Jornalismo, causos, ensinamentos, etc. São lições para uma vida. Coordenar uma equipe é canalizar isso para os mais jovens, e levar novas pautas, novas ideias para o ar. É ouvir quem já tem uma longa estrada e também o estagiário que começou ontem, mas que tem uma boa sugestão de pauta e está com energia e vontade de sobra. Isso faz parte do cotidiano de uma rádio com vida, uma rádio ?pulsante?.
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