1 – Quem é você, de onde vem e o que faz?
Eu sou a Marjuliê (ou Marju, como quase todo mundo me conhece) e tenho 37 anos; nasci em um junho frio e chuvoso em Caxias do Sul, onde morei até me graduar jornalista, em 2007. Sou a mais nova dos quatro filhos da bordadeira Delair com o metalúrgico Antônio, já falecido. Filha de escola pública – com a exceção da faculdade, cursada em universidade particular -, devo tudo o que sou e o que já vivi ao amor que minha mãe sempre teve pelas palavras e ao desejo de que todos os filhos estudassem e fossem professores (vontade essa que foi atendida, visto que todos já demos aula, dois de nós por quase toda a vida). Atualmente, sou diretora da Divisão de Comunicação Social do TRF4, ligada à Secretaria de Comunicação Corporativa do Tribunal. Sou doutoranda e mestra em Comunicação pela Ufrgs, especialista em Cultura Digital pela Unisinos e graduada em Jornalismo pela UCS.
2 – Por que escolheu ser jornalista?
Quando eu tinha seis anos e estudava na primeira série da escola municipal Luiz Antunes, escrevi um miniconto – hoje, seria chamado de haiku –, que foi publicado no jornalzinho que a Secretaria Municipal da Educação de Caxias. Então, era uma obviedade, na minha projeção infantil, que eu seria escritora. Durante o Segundo Grau, eu fiz parte do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Santa Catarina e, em 2000, houve uma prolongada greve de professores. Na época, existia um programa na extinta Rádio Estúdio 93, aos meio-dia, em que problemas da cidade eram discutidos e eu fui convidada a ir ao estúdio fazer questionamentos à então coordenadora Regional de Educação. Foi minha primeira vez na ‘latinha’, pela qual me apaixonei. Fiz vestibular para Jornalismo na UCS, passei em primeiro lugar, me formei seis anos depois e lá se vão, desde então, 14 anos em que o Jornalismo proporcionou as minhas grandes alegrias. Quem me deu de presente o meu companheiro de vida, Francisco Amorim, foi o Jornalismo. Meu sustento e o de minha cadela Clarisse, também. Minhas viagens, muitos dos meus amigos, minhas pesquisas acadêmicas, tudo o que tenho e que vivi até agora devo a ele. Escolhi essa profissão baseada no idealismo de que nossa existência precisa ter o sentido de ser útil à existência do próximo e da coletividade; a busca pela verdade, pela melhoria da sociedade, pela defesa da democracia, todas características inerentes ao ethos do Jornalismo, são os princípios que me comovem e me fazem continuar todos os dias.
3 – Como é para você estar à frente da Divisão de Comunicação Social da Secretaria de Comunicação Corporativa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4)?
Eu me sinto muito honrada pela confiança em mim depositada para atuar junto à Divisão de Comunicação Social do TRF4, uma das instituições de maior credibilidade e prestígio no País e que recebe o respeito da sociedade. Toda a equipe da Secretaria de Comunicação Corporativa é maravilhosa, de altíssimo grau de conhecimento, competência e comprometimento, o que só me deixa ainda mais feliz em poder participar desse momento da instituição.
4 – Quais são os principais desafios para este novo momento profissional?
A pandemia trouxe, a todos, muitas dificuldades e desafios a serem vencidos. Eu iniciei minhas atividades no TRF4 já durante o regime de teletrabalho, meus colegas e eu estamos trabalhando de casa e isso é, por si só, um grande desafio. Compreender como se delineia esse novo cenário social e, por consequência, os novos papéis do Judiciário no país e na 4ª Região é outro enorme desafio para que nós, profissionais da Comunicação, possamos contribuir da melhor forma possível por uma sociedade mais justa e melhor para se viver.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
No início de 2023, devo defender minha tese de doutorado em Comunicação pela Ufrgs. Também pretendo continuar trabalhando naquilo que me faz feliz, com as pessoas que amo ao meu redor, e que as boas surpresas se encarreguem do resto.

