Público questiona sobre conversão de vendas e relação on e offline

Alex Rangel e Rafael Dias respondem às perguntas dos participantes no Connected Content

Público se manifesta no primeiro painel da tarde - Divulgação/Coletiva.net

Participantes do primeiro painel desta tarde, 29, no Connected Content responderam aos questionamentos do público sobre conversão de vendas e relação on e off-line. Alex Rangel, diretor do canal de Youtube Lucas Rangel, e Rafael Dias, diretor-geral da Dia Estúdio e agente dos canais de Youtube Luba TV e Depois das Onze, interagiram com a plateia de cerca de 50 pessoas. "Não me oponho ao offline, pois muito do que se faz no online, aprendemos com o off", declarou Alex. Rafael compartilhou da mesma ideia e acrescentou que, embora se complementem, os ambientes de publicidade são diferentes na prática.

Ambos concordaram, também, que, dentro de todas as transformações que estão acontecendo no mercado, uma coisa é certa: "Ou você muda, ou fica para trás". Sobre conversão e venda, Alex afirmou que não faz parcerias com esse objetivo. "Se a Coca-Cola me pedir como resultado a venda de latas a partir de um comercial, eu dou as costas e vou embora", exemplificou, informando que sua empresa faz marketing para fixar e sustentar a marca. "Temos que caminhar juntos, não um eliminar o outro."

Rafael, por sua vez, disse que muitas de suas campanhas estão pautadas na venda de produto, com diversas ações de promoção. "As marcas estão vendo o comportamento do público, que se manifesta por meio dos comentários nos posts. Isso ajuda a construir uma marca consolidada", declarou. De volta à questão do on e offline, Rafael falou que o off não vai morrer, ele vai se reinventar. "O VT de televisão vai continuar. Só não sei precisar o investimento que será necessário para manter uma agência de pé", sentenciou.

No que se refere à relação com as marcas e agências mediadoras, Alex comentou que, quando ele tem a chance de falar diretamente com a marca, é muito melhor, senão, acontece o fenômeno do telefone sem fio e muita informação se perde. No entanto, quando uma agência é boa e traz um briefing completo, também é bom de trabalhar, na sua opinião. "Às vezes, as agências querem que a gente faça tudo. Hoje, a gente cobra para isso", enfatizou.

Nesse momento, Puhlmann, que estava de mediador do painel, pediu permissão para entrar na discussão, tendo em vista seu trabalho com a Cuentos y Circo. "Acredito que a agência não fica enfraquecida quando chama um parceiro, pois somos facilitadores", declarou.

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