“Quando eu comecei na profissão, o repórter tinha liberdade até onde o patrão deixava”, disse Lucidio Castelo Branco já no início de sua fala, durante a miniconferência sobre os 40 anos da regulamentação da profissão de jornalista. A palestra encerrou a programação da manhã desta sexta-feira, 20, do Congressso Nacional de Jornalistas, que acontece no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael.
Castelo Branco, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado e ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), contou que começou a atuar como repórter no Rio de Janeiro nos anos 40, como prático-licenciado. Na época, não existiam faculdades de Jornalismo. O que existia, segundo ele, era um decreto do então presidente Getúlio Vargas, de 1944. Em 1949, Castelo Branco mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde iniciou sua luta pela regulamentação da profissão. Seu pleito foi aprovado em 1969, conforme ele, com muita luta e dificuldades. “A coisa mais importante que eu fiz foi conseguir a regulamentação da profissão”, ressaltou ao final de sua explanação.
Aplaudido de pé pela plateia, ficou emocionado e comentou: “Não tenho dúvidas de que a causa é justa. Não existe lei que proíba alguém de lutar pelos seus direitos. Vamos lutar pelo que nos foi tirado de forma arbitrária”.
O vice-presidente sênior da Federação Internacional dos Jornalistas, Younouss Mjahed, ressaltou a participação do Jornalismo na transmissão de informação à sociedade. Além disso, defendeu que a categoria deve conservar o Jornalismo baseado na ética e na qualidade da informação. Também falou sobre a necessidade da formação universitária para elevar o nível de conhecimento, especialmente com a influência das novas mídias sociais.
Ao final do encontro, em sinal de admiração e respeito aos seus feitos, os presentes pediram autógrafos e tiraram fotos com o jornalista Lucidio Castelo Branco.


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