Durante uma live realizada na última segunda-feira, 10, foram divulgados os resultados da segunda edição do estudo ‘Fake News: Desafios das Organizações’, conduzido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). A pesquisa tem como objetivo dimensionar esse problema, bem como encontrar mecanismos que possam ajudar a mitigar a propagação das notícias falsas. Para tanto, está alinhada às contribuições realizadas pela ‘Aliança Aberje de Combate às Fake News’, movimento empresarial contra a desinformação.
Na explanação dos resultados, Luiz Chinan, professor da Escola Aberje de Comunicação e curador da ‘Aliança Aberje’, sinalizou que o estudo mostra três paradoxos. O primeiro é que 51% das empresas responderam que foram afetadas economicamente por questões envolvendo fake news, mas somente 29% já contam com um plano de contingência para combater a desinformação em seus ambientes de negócio.
Já o segundo aponta que 75% das empresas sentem que podem sofrer alguma ameaça de uma campanha de desinformação no mercado em que atuam. Em contrapartida, apenas 26% das organizações já realizaram um plano de treinamento com suas lideranças. Por fim, o último paradoxo apresenta uma questão comportamental: 61% dos diretores respondentes afirmaram que costumam recorrer às redes sociais para obterem informações sobre o seu negócio e mercado. Porém, 81% responderam que não confiam nesses meios como fontes de informação.
Por conta disso, Chinan defende que as fake news estão mais ligadas com o comportamento e não com a racionalidade, por isso, essa seria a maior dificuldade de combater a desinformação. “E isso se reflete na pesquisa, ao apontar que somente 2% dos respondentes disseram que costumam consultar as redes de checagens”, comenta. Ainda segundo o professor, o estudo deixa claro que há consciência sobre o problema, mas falta enfrentamento por parte das empresas.
Para a montagem do relatório, a coleta de dados das 62 organizações participantes ocorreu entre 31 de maio e 4 de julho de 2022, por meio de autopreenchimento em sistema on-line. Ao longo de uma hora de transmissão, os pontos trazidos por Chinan ainda foram debatidos pelos convidados: Felipe Grandin, editor do portal g1, responsável pelo projeto ‘Fato ou Fake’; Pâmela Vaiano, superintendente de Comunicação Corporativa do Itaú Unibanco; e Sérgio Fausto, diretor-geral da Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC).
Confira a live completa abaixo:

