Durante reunião da diretoria da ANJ (Associação Nacional de Jornais), realizada ontem em São Paulo, o presidente da entidade, Francisco Mesquita Neto, afirmou que “a liberdade de imprensa constitui direito inalienável e fundamental do ser humano, além de condição essencial para o exercício da cidadania”. O encontro serviu para comemorar o aniversário da associação, que completa 25 anos neste mês, e neste período “sempre manteve sua postura de incondicional defesa da liberdade de imprensa”, disse Mesquita Neto. Ele registrou que, apesar das garantias dadas pela Constituição de 1988, persistem pressões sobre a liberdade de imprensa e que, nos últimos 10 anos, oito jornalistas foram assassinados no exercício da profissão.
Segundo o presidente, um exemplo da pressão são as iniciativas incluídas no projeto de lei, já encaminhado ao Congresso Nacional, que prevê a criação de Conselhos de Jornalismo. O presidente da ANJ ainda mencionou as restrições à circulação de jornais, em geral decorrentes de atos do Poder Judiciário. “A convicção de que só se terá uma imprensa efetivamente livre com empresas fortes o suficiente para defender sua independência permeia a postura da ANJ”, disse Mesquita Neto, avaliando que as empresas estão melhor estruturadas do que há 25 anos.

