
Foram duas imersões na Experiência Virtual do Lions. Durante aproximadamente uma hora, Coletiva.net percorreu o espaço 3D, com exibição de palestras no palco principal e sonoridade 360 graus. Dezenas de avatares – a maioria sem foto ou vídeo – circulavam (ou não) pelo ambiente sob um céu rosado, em uma tentativa de reproduzir um típico fim de tarde de verão da Riviera Francesa.
Além do palco principal, que exibia a programação ao vivo, era possível ingressar em outros espaços, como um ponto de encontro e lounges digitais imersivos de parceiros do festival. A promessa da organização do evento era a de que os participantes pudessem “expandir sua rede, discutir novas ideias, encontrar velhos amigos e ouvir palestras exclusivas, tudo no conforto da sua casa ou escritório”.
Mas, de fato, é a inspiração e não o networking um dos pontos fortes do Cannes Lions. Nas duas ocasiões em que Coletiva.net participou do tour virtual, no início e fim da programação (os dois horários em que o ambiente está aberto), as tentativas de interação foram frustradas. Havia, em média, cerca de 20 avatares simultaneamente na área, nos dois momentos, e os pedidos de entrevista via chat não foram respondidos.
A lição que fica é que, apesar de todos os esforços e inovações tecnológicas, assim como a emoção no ar durante a tradicional cerimônia de entrega dos Leões, há situações em que o virtual jamais vai superar o presencial.
Coletiva.net cobre pela segunda vez o Cannes Lions, com o apoio da Agência Euro e do Publi. Realizado normalmente na cidade de Cannes, na França, em função da pandemia de Covid-19 o Festival Internacional de Criatividade acontecerá neste ano de maneira on-line. A repórter especial e correspondente internacional do portal, Cleidi Pereira, é quem acompanha o evento pela segunda vez, e relata as principais tendências apresentadas, além dos vencedores da premiação.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial