O diretor de redação da Zero Hora, Marcelo Rech, realizou, agora há pouco, a palestra “Para onde vai o jornalismo impresso no mundo”, no auditório da agência Escala. Ele apresentou aquela que é considerada a maior pesquisa sobre jornais do mundo, do Reader Ship Institute, realizada com 37 mil leitores americanos e que tenta descobrir o que aconteceu com o mundo dos jornais, que entre outras coisas tiveram uma redução de circulação.
O jornalista fez questão de enfatizar que sua palestra se dividiria em enumerar boas e más notícias. Dentre as más, destacou o fato de a idade média dos leitores dos Estados Unidos ser de 53 anos, ou seja, os jovens não estão mais se interessando pelos tablóides diários, e os editores não se planejaram para os light readers (leitores leves, aqueles que não se aprofundam na leitura das matérias). Um dos resultados é que, em seis anos (1995 a 2001), os jornais passaram a vender 20% menos.
Rech destaca que o jornalismo mundial caminha em direção a esta tendência e que, para mudar a situação – estas são as boas notícias – quatro pilares básicos devem sofrer alterações: o conteúdo (interessante e não maçante), a excelência no serviço (pontualidade na entrega, o cliente deve ser muito bem atendido, o jornal deve possuir boas condições físicas e qualidade de impressão), a percepção da marca (a publicação deve ser inteligente, ter sucesso e ser líder na sua comunidade) e a cultura construtiva. “É preciso se mexer”, afirmou ele .

