Depois de ser apresentado durante o 50º Festival de Cinema de Gramado, o livro ‘Um certo cinema gaúcho de Porto Alegre ou Como o cinema imagina a capital dos gaúchos’ já tem data para ser lançado na Capital. Cineasta gaúcho e autor da obra, Boca Migotto realizará uma sessão de autógrafos na livraria Bamboletras (Avenida Venâncio Aires, 113 – bairro Cidade Baixa) neste sábado, 10, às 16h. Em forma de ensaio, a publicação é da editora Pragmatha e poderá ser adquirida também pelas redes sociais do escritor.
Adaptação simplificada da tese ‘O Clube Silêncio e um tal cinema gaúcho de Porto Alegre’, realizada junto ao Programa de Pós-Graduação de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o livro foi escrito nas cidades de Bento Gonçalves, Paris e Porto Alegre, entre 2019 e 2022. A obra aposta em uma menor rigidez acadêmica para apresentar o cinema urbano feito na Capital.
Segundo a professora Miriam Rossini, orientadora de Boca no doutorado, a obra aborda a história de Porto Alegre e do Cinema, envolvendo fatores como estética, processos de produção audiovisual, memória e narrativa oral. “Não é um panorama, e não é uma análise fílmica. É um livro que, como todas as boas histórias, trama de tudo um pouco para que, ao final, a gente se surpreenda olhando com novos olhos muitos dos fatos, dos aspectos que já conhecíamos, mas percebendo, por suas entrelinhas, ligações inusitadas”, descreve, no espaço de introdução do livro.
O segundo texto de apresentação da obra tem assinatura do premiado diretor de fotografia gaúcho Bruno Polidoro, parceiro do pesquisador em diversos projetos. “Essa carta que o Boca nos escreve é íntima e densa, e é também um mapa: que pode ser lido de diversos lados, pois todos os caminhos estão interligados, depende de nós escolher por onde começar – e recomeçar, pois essa história está sempre fluindo com o nosso contemporâneo”, destaca.
Nascido em Carlos Barbosa, mas com a carreira construída na Capital e Região Metropolitana, Boca considera que, além de se debruçar sobre o Rio Grande do Sul, o estudo também é sobre o Brasil e a América Latina: “Muita coisa? Pode ser, mas, neste livro, coube até um pouco da França e da própria História do Cinema Mundial. Afinal, o cinema não tem pátria, não tem fronteiras”, pondera. A publicação também terá sessão de autógrafos no Espaço Teia Cultural, de Bento Gonçalves, em 14 de setembro.

