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Brasil declina em ranking de liberdade de expressão

Dado integra o relatório da organização internacional Artigo 19

O Brasil decaiu no quesito liberdade de expressão nos últimos anos, conforme relatório da organização internacional Artigo 19. O País, atualmente, ocupa a 94ª posição entre 161 países averiguados. A queda foi de 43 pontos em 11 anos, passando de 89 em 2009, para 46 em 2020. O documento afirma que o problema foi acelerado na gestão de Jair Bolsonaro, e no cenário de pandemia.

Entre todos os países da América Latina, o Brasil apareceu no levantamento à frente apenas da Venezuela, ingressando no grupo avaliado como ‘com restrição’ em liberdade de expressão. No grupo sem restrições aparecem Dinamarca, Suíça, Noruega, Canadá, Uruguai, Chile, Argentina, entre outros.  

A situação mundial não é positiva, segundo a Artigo 19. O relatório aponta que 3,9 bilhões de pessoas vivem sob crise no direito a se expressar internacionalmente. Esse é o pior resultado dos últimos 20 anos. Além do Brasil, também tiveram queda no desempenho nações como China, Índia, Rússia, Irã.

O ranking confeccionado pela entidade é dividido por categorias. Países que somam entre 0 e 19 pontos, são considerados ‘em crise’; entre 20 e 39 pontos estão nações classificadas como ‘com alta restrição; já as que possuem de 40 a 59 pontos são consideradas ‘com restrição nas garantias de liberdade de expressão’. Há ainda uma categoria de países ‘em restrição parcial’, que compreende os que têm entre 60 e 79 pontos.

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