Como resultado da produção ‘A Nuvem Rosa’, em 2022, a Prana Filmes alcançou um novo mercado: os Estados Unidos. Conforme a diretora da empresa, Luciana Tomasi, que conversou com o Coletiva.net, essa é uma das principais conquistas do ano.
O filme, que a profissional elencou como “um sucesso”, levou o nome da produtora também para países como Coreia do Sul, Japão, Rússia e outras localidades do Leste Europeu. “No Brasil, tivemos um excelente resultado com o Telecine Prime”, pontuou. Porém, o ano não trouxe tantas novidades em relação a 2021 no que diz respeito a editais de produção e comercialização, pois apenas um nacional e um regional foram abertos. “Muito pouca verba disponível para muitas produtoras concorrendo”, disse.
No entanto, 2022 se encerra de forma positiva pela avaliação da gestora, uma vez que a Prana conseguiu lançar o longa-metragem de ficção ‘Jepotá’. Com o apoio do governo da Noruega e da ARRI, fabricante alemã de equipamentos para o Audiovisual, o filme aborda as comunidades indígenas Guarani e é falado na língua Mbyá Guarani. Além disso, a produtora rodou o seriado ‘Centro Liberdade’, ambientado em uma comunidade carente de Porto Alegre, resultado de um edital de 2018.
Para Luciana, a parte financeira foi um sucesso, visto que nenhum funcionário foi dispensado por questões econômicas. “Continuamos com o mesmo faturamento médio do início da pandemia. Não diminuiu, nem aumentou”, informou. Já para 2023, a esperança é de que a “Cultura volte a ser estimulada no País” a partir de editais, estudos sobre o mercado, formação de profissionais e fortalecimento da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

