A ADVB/RS (Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil) reuniu hoje pessoas da área cinematográfica para debater “O Cinema como Negócio”, em seu Happy Business. Compareceram à sede da entidade a produtora Sara Silveira, o presidente da RGE, Sidney Simonaggio, o executivo da Fundacine Paulo Zílio, a assessora da Ancine (Agência Nacional de Cinema), Angelisa Stein, e os cineastas Beto Souza e Gustavo Spolidoro. Simonaggio abriu os trabalhos falando do projeto “Mais energia para o Cinema”, da RGE: “O que cabe à empresa fazer não é tomar a câmera da mão de um cineasta, porque não temos propriedade para isso. Contudo, podemos ajudar na articulação do setor audiovisual, através de políticas públicas; na produção cinematográfica, com o financiamento de projetos; e na exibição de filmes, através do acesso ao bem cultural.”, disse ele. Também apresentou o estudo “Uma Avaliação Econômica do Prêmio RGE e do Incentivo Estadual ao Mercado Audiovisual do Rio Grande do Sul”, realizada pelo economista Marcelo Portugal, doutor em economia e professor da Ufrgs.

Depois da exposição dos números da Ancine, por Angelisa, e da fala de Paulo Zílio sobre o trabalho da Fundacine, quem deu o tempero à conversa foi a produtora Sara Silveira, que está em Porto Alegre nesta semana lançando o longa “Garotas do ABC”: “Se o cinema brasileiro tivesse umas 10 RGEs ele estava salvo”, brincou, acrescentando que um de seus planos é levar o espetáculo “Tangos & Tragédias” para as telas. A criação da Ancinav (Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual), que vem movimentando a área, e o Festival de Gramado, bomabardeado pela crítica, entraram em pauta. “Creio que o ponto principal da Ancinav seja mostrar ao mundo que o Brasil não é apenas consumidor de cinema, mas produtor de fôlego também”, resumiu Angelisa. “Só gostaria de que as conquistas da Ancine não sejam abandonadas”, emendou Sara, com outra crítica: “Gramado não é mais um festival de primeira linha. Ele se degenerou”. Zílio criticou com mais moderação: “A cidade de Gramado quer se vender, com louvor, através do Festival, misturando cultura com turismo. Contudo, nem sempre esta aliança se realiza de forma positiva”.

