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Cobertura da imprensa em tragédias foi pauta do ‘Cruzando as Conversas’

O papel da imprensa na cobertura de grandes tragédias foi a pauta do ‘Cruzando as Conversas’, da RDC TV, na última sexta-feira, 27. Sob a condução de Guilherme Collin, que apresenta o programa nas férias de Renato Martins, manifestaram-se Alexandre Linck, doutor em Literatura, com graduação em Cinema e Vídeo; Katia Brembatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); e Márcia Christofoli, publisher de Coletiva.net. Motivado pelos 10 anos do incêndio da boate Kiss, o debate também trouxe reflexões sobre outros momentos históricos.

“Será que existe sensacionalismo? Será que há excesso? Será que o trabalho da imprensa está sendo cumprido da melhor maneira?”, provocou o apresentador. Em resposta, Lick ponderou a respeito das produções audiovisuais que tratam sobre esses acontecimentos. Para ele, existe uma polarização sobre até que ponto a decisão de não evidenciar um episódio significa negligência. “Por outro lado, até que ponto mostrar, trazer as nuances, as dores e as histórias pode banalizar essas tragédias?”, perguntou. De acordo com o comunicador, isso pode fazer com que a população “se acostume” com esses eventos.

Na opinião de Márcia, o sensacionalismo existe e não está restrito ao Jornalismo. Contudo, no caso do incêndio da Kiss, salvo episódios pontuais, a jornalista avaliou que há mais “delicadeza” e “sutileza” dos profissionais. “Foi uma tragédia muito local, o maior incêndio do Rio Grande do Sul, então tem essa relação pessoal com a pauta”, justificou. Ela apontou ainda para o papel da imprensa como um registro histórico e para as produções audiovisuais como uma forma de gerar impacto na sociedade e em autoridades, para que esses acontecimentos não se repitam.

Essa opinião foi compartilhada por Katia, que considera que o Jornalismo tem a importância de reavivar memórias de tempos em tempos, para não permitir que as mesmas falhas aconteçam. “Toda vez que eu entro em um lugar e vejo aquela placa com o limite de capacidade, imediatamente me lembro da boate Kiss”, exemplificou. Por isso, a presidente da Abraji entende que, embora exista o sensacionalismo, é papel da imprensa avaliar o que tem sido feito para sanar os efeitos da tragédia e o que mudou desde então.

Confira o episódio na íntegra abaixo:

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