A Meta, empresa de tecnologia de Mark Zuckerberg, apresentou vendas superiores ao esperado no último trimestre de 2022. A performance positiva foi impulsionada pela demanda crescente por veiculação de anúncios e pelo crescimento do uso do Facebook. Desse modo, a receita da empresa alcançou US$ 32,2 bilhões, valor acima das estimativas de Wall Street, que figuravam em US$ 31,6 bilhões.
Vale lembrar que a Meta enfrentou desafios no ano passado, como as incertezas econômicas, o aumento da inflação e os efeitos da guerra da Ucrânia. Além disso, as mudanças nas regras de privacidade do iPhone, aparelho da Apple, também resultaram na queda de demanda dos anunciantes. Em novembro, a companhia chegou a anunciar o corte de 11 mil funcionários, o maior já realizado.
Ao atingir dois bilhões de usuários diários – 70 milhões a mais do que no mesmo período do ano anterior -, o Facebook auxiliou a impulsionar o crescimento da Meta. Agora, a projeção da companhia para o primeiro trimestre de 2023 é de US$ 26 bilhões a US$ 28,5 bilhões.
Além disso, as despesas da big tech deverão ser menores neste ano, ficando entre US$ 89 bilhões e US$ 95 bilhões. Isso é visto de forma positiva, pois pode ajudar a reduzir as preocupações dos investidores quanto ao gasto excessivo da Meta em projetos virtuais, como a estruturação do metaverso.

