O Conselho Nacional de Autorregulamentação (Conar) aprovou uma nova edição do ‘Guia de Marketing e Publicidade por Influenciadores Digitais’. O documento, atualizado pelo grupo de trabalho digital da entidade, entrou em vigor na última terça-feira, 13. O texto inclui orientações sobre inteligência artificial, transparência publicitária, governança, engajamento e proteção de crianças e adolescentes.
Publicado originalmente em 2020, o guia ganhou revisões voltadas às transformações recentes do mercado de influência. Entre as recomendações, o texto reforça que conteúdos criados, editados ou segmentados com IA continuam submetidos às mesmas regras éticas da publicidade tradicional.
Além disso, o documento orienta que conteúdos pagos sejam identificados de forma explícita, com uso de ferramentas das plataformas ou termos como ‘#publi’ e ‘#publicidade’, sempre visíveis sem necessidade de clicar em ‘mais’. E recomenda que marcas e agências monitorem campanhas com influenciadores e adotem medidas para corrigir ou suspender conteúdos em desconformidade. Em ações promocionais, a orientação é deixar clara a existência de benefícios ou estímulos que motivaram a postagem.
Para conteúdos direcionados a crianças e adolescentes, o Conar reforça que a identificação publicitária deve ser ainda mais evidente.Também é necessário cuidados para evitar exploração da credulidade infantil e garantir acompanhamento dos responsáveis em campanhas com menores.
Segundo Bruno Bonfanti, coordenador do Grupo de Trabalho Digital do Conar, o avanço do marketing de influência ampliou a complexidade do ambiente digital. “Caracterizado pela espontaneidade e pela profusão de fontes de conteúdo, o marketing de influência também impõe desafios significativos. A multiplicidade de novos atores envolvidos amplia a complexidade do ambiente, exigindo maior atenção ao cumprimento da legislação e das normas éticas da publicidade”, pontua.
Para João Luiz Faria Netto, presidente em exercício do Conselho de Conteúdo do Conar, a atualização representa um avanço para a autorregulamentação publicitária. Já Juliana Albuquerque, vice-presidente executiva do Conar, afirma que o objetivo é ampliar a confiança dos consumidores em conteúdos produzidos por influenciadores e fortalecer a credibilidade das marcas e anúncios.

