Notícias

De acordo com a Unesco, 86 jornalistas foram assassinados em 2022

América Latina e Caribe concentram mais de 50% dos crimes

Conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), 86 jornalistas foram assassinados em 2022, o que representa um profissional a cada quatro dias. Destes, 86% dos casos gerais ficaram impunes. Além disso, o informe ainda aponta que a América Latina e o Caribe concentram mais de 50% dos crimes. Desde que o monitoramento passou a ser realizado, em 1993, foram 1576 mortos.

Guilherme Canela, chefe da área de Liberdade de Expressão e Segurança de Jornalistas da organização, lamentou o aumento de 50% dos assassinatos, quando comparado aos 58 de 2019 a 2021. “A maioria desses crimes é contra jornalistas locais, que não estão envolvidos, por exemplo, na cobertura de conflitos armados ou guerras. São profissionais que estão cobrindo corrupção, crimes ambientais e violações de direitos humanos”, explica.

Ainda conforme os dados obtidos pela Unesco, metade dos jornalistas mortos estava de folga no momento do ataque. Para Canela, a situação mostra “que não há espaços seguros para os profissionais, mesmo em seu tempo livre”. Em termos regionais, enquanto a América Latina e o Caribe registraram 44 homicídios, Ásia e Pacífico contabilizaram 16 assassinatos. México foi o país mais perigoso, com 19 casos, seguido da Ucrânia (10) e do Haiti (9).

Crimes no Brasil

Em relação ao Brasil, a Unesco considerou três casos. Um deles foi a morte do jornalista Givanildo Oliveira, em fevereiro, em uma cidade próxima a Fortaleza, no Ceará. Um dos fundadores do site Pirambu News, ele foi assassinado horas depois da publicação de uma reportagem sobre a prisão de um suspeito de homicídio. Também foi registrada a morte de Luiz Carlos Gomes, em Italva, no Rio de Janeiro, em agosto. Dono do jornal Tempo News, ele foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto dirigia. Os assassinos estavam em uma motocicleta e fugiram.

Também foi considerada a morte do jornalista britânico Dom Phillips, no Vale do Javari, no Amazonas, enquanto viajava acompanhado do indigenista Bruno Pereira – também assassinado. Eles entrevistaram indígenas e ribeirinhos para a escrita de um livro sobre a região. Ocorridos em junho, os homicídios seguem sem solução. Na época, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, pediu que as autoridades brasileiras investigassem os homicídios.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.