Em sessão pública realizada em São Paulo, a comissão organizadora do ‘Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos’ anunciou, na última quinta-feira, 13, os ganhadores da 44ª edição. Entre os profissionais que se destacaram, a gaúcha Eliane Brum foi a vencedora na categoria livro-reportagem, com a obra ‘Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo’. Há quatro décadas, o concurso reconhece trabalhos que valorizam e defendem a democracia e os direitos humanos.
Publicado pela Companhia das Letras, o livro prega a defesa da Amazônia por meio de uma mescla do relato pessoal da autora com a investigação jornalística. A partir de uma pesquisa, Eliane denuncia a rápida escalada de devastação na floresta. Além disso, se propõe a refletir sobre o impacto das ações que podem levar o mundo a um colapso climático. Tudo isso com o apoio de personagens que também estão envolvidos na proteção desse ecossistema.
O prêmio
Em 2022, foram 528 produções avaliadas em sete categorias: Arte, Fotografia, Texto, Vídeo, Áudio, Multimídia e Livro-reportagem. Dentre os 20 trabalhos finalistas, divulgados na semana passada, sete foram vencedores e nove receberam menção honrosa. O anúncio ocorreu no Espaço Vladimir Herzog do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), onde se reuniram representantes das organizações que compõem a comissão organizadora do prêmio. A cerimônia de premiação será em 25 de outubro, das 20h às 21h30, na capital paulista.

