Nesta terça-feira, 20, Elon Musk comunicou que deixará o cargo de CEO do Twitter. A decisão ocorreu após o empresário promover no último domingo, 18, uma enquete no seu perfil da rede social perguntando se deveria deixar o comando da companhia. Como resultado, 57,5% dos votantes decidiram pela sua saída. Até então, ele não tinha revelado se cumpriria a promessa que fez de respeitar a votação dos mais de 17 milhões de participantes.
Em resposta ao post em que produziu a pesquisa, o bilionário disse: “Vou renunciar assim que encontrar alguém tolo o suficiente para aceitar o cargo”. No mesmo comunicado, ele avisou que, após isso, executaria apenas funções relacionadas às equipes de software e servidores. Essa foi a primeira vez que Musk se pronunciou de forma direta sobre o que faria em relação aos resultados.
No entanto, durante a semana, “curtiu” posts de apoiadores incluindo um que dava a entender que os números foram alcançados pelo uso de bots. O usuário dizia que o empresário não fazia uma boa escolha ao lançar a pesquisa em um momento que é o “inimigo número um” de governos. “Eles têm cem mil analistas com 30 a 40 contas. Todas votando contra você”, registrava a publicação.
Após a votação, ele ficou horas fora da rede social, aumentando ainda mais a suspeita, por parte de seus fãs, da influência de perfis falsos. Outro seguidor sugeriu que apenas assinantes do Twitter Blue, serviço de assinatura da rede, possam participar de levantamentos do tipo. Musk, então, concordou e comentou: “Bom ponto. O Twitter fará essa mudança”.

