Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixam claro que, cada vez mais, as campanhas políticas estão dispostas a investir em tráfego pago nas redes sociais. Isso porque, no total, os candidatos às eleições gerais de 2022 gastaram mais de R$ 147 milhões em Marketing Digital, valor 48% maior do que o despendido em 2018, que chegou a R$ 99,7 milhões. Além disso, em um recorte que considera apenas os postulantes à presidência da República, foram empregados mais de R$ 8 milhões para esse fim.
Simone Tebet (MDB), que teve a segunda maior despesa declarada – R$ 31,9 milhões -, foi a candidata que liderou o gasto com serviços prestados por terceiros, com R$ 17,7 milhões, e com impulsionamento de conteúdo em redes sociais, com R$ 2,7 milhões. Logo atrás está Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que gastou R$ 2,5 milhões, depois Ciro Gomes (PDT), com o valor de R$ 1,6 milhão e, em último, Jair Bolsonaro (PL), que gastou em torno de R$ 530 mil. Os dados consideram apenas o primeiro turno.
Para o segundo turno, os valores gastos por Lula no impulsionamento de conteúdo nas redes sociais tiveram um grande salto e atingiram R$ 11,2 milhões, um aumento de cerca de 350%. A quantia despendida por Bolsonaro teve um acréscimo menos dramático e dobrou para pouco mais de R$ 1 milhão. Vale ressaltar que esse investimento deverá ampliar ainda mais até o dia da eleição.
Televisão e rádio
Ao mesmo passo que o investimento dentro das redes sociais continua crescendo, as propagandas eleitorais na televisão e no rádio estão diminuindo. Pouco antes do primeiro turno, esses meios de Comunicação haviam recebido um investimento total de R$ 359 milhões, 23% a menos do que em 2018, quando receberam R$ 467 milhões. No entanto, entre os candidatos à presidência, os formatos ainda lideram.
A maior despesa, que considera programas televisivos, radiofônicos e em vídeo, somou R$ 57,3 milhões no primeiro turno, considerando todos os candidatos, enquanto com serviços prestados por terceiros foram gastos R$ 39,1 milhões ao todo. Em seguida vêm os materiais impressos, que custaram R$ 18,3 milhões aos postulantes, e o impulsionamento de conteúdos, que somou R$ 8,1 milhões.
Atrás ainda estão: serviços advocatícios (R$ 7,2 milhões), publicidade por adesivos (R$ 5,6 milhões), despesas com transporte ou deslocamento (R$ 5,5 milhões), pesquisas ou testes eleitorais (R$ 4,5 milhões), eventos de promoção da candidatura (R$ 3,4 milhões) e doações financeiras a outros candidatos ou partidos (R$ 2,8 milhões).

