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Entidades repudiam atitude da Abin por monitoramento ilegal a jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) se manifestaram em repúdio ao monitoramento ilegal a jornalistas feito por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Conforme o texto, a investigação ocorreu durante o governo do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e é considerada como um ato de violência e uma tentativa de violar o trabalho da categoria.

A investigação realizada pela Polícia Federal revelou que servidores lotados na Abin utilizaram de ferramentas de espionagem adquiridas pelo órgão para monitorar os movimentos de autoridades do Judiciário, do Legislativo e da Receita Federal, além de personalidades públicas e jornalistas. A Fenaj considerou que as atividades da chamada ‘Abin Paralela’ foram ilegais, criminosas e um ostensivo ataque à liberdade de imprensa.

Em nota, a federação declarou que a utilização de maneira ilegal e abusiva de serviços de espionagem foi uma tentativa explícita do governo anterior de violar o livre exercício do Jornalismo e o sigilo da fonte. A entidade denunciou essa situação em janeiro deste ano, quando ocorreu a ‘Operação Vigilância Aproximada’. Além disso, também solicitou na justiça o acesso à lista de espionados à época, mas não teve informações, pois o processo estava sob sigilo.

A ABI também se manifestou contra os atos cometidos pela ‘Abin Paralela’. Em nota, a entidade colocou que sua Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos (Cdlidh) repudia o uso do software de propriedade federal para espionar e monitorar a atividade profissional de jornalistas e agências de checagem. A associação considera esse comportamento como inaceitável, que representa uma afronta à privacidade dos trabalhadores e organizações, além de ser um atentado ao Estado Democrático de Direito.

Conforme a Polícia Federal, os jornalistas monitorados foram Luiza Alves Bandeira, Mônica Bergamo, Pedro César Batista e Vera Magalhães. Em entrevista ao ‘Band News’, Bergamo disse que foi uma surpresa descobrir seu nome entre os monitorados. “É abjeto ter um aparelho de Estado monitorando pessoas que eles imaginam que podem, de alguma forma, minar o seu governo. É uma sensação muito estranha”, afirmou.

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