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ESG é prioridade para agências de Publicidade no Brasil, aponta levantamento

Estudo conduzido pela KPMG ouviu 50 líderes de empresas brasileiras do ramo

Promover a igualdade salarial e sanar desigualdades de gênero e etnia para, assim, aumentar a diversidade nos cargos de liderança, são as prioridades de 70% das agências de Publicidade brasileiras no que diz respeito à ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa, em tradução livre) – abordagem para avaliar até que ponto uma corporação trabalha em prol de objetivos sociais que vão além da maximização de lucros. É isso que indica o estudo ‘O futuro das agências: ESG, aquisições, crescimento e concorrência’, conduzido pela KPMG, com 50 líderes de empresas do ramo no Brasil.

Ainda dentro desta lista de prioridades dos entrevistados, em segundo lugar está a governança, indicada por 30%. Segundo as ponderações do levantamento, trata-se de uma postura compreensível ao considerar que muitas agências participam de licitações e concorrências em que a garantia de boas práticas é relevante. Além disso, no recorte com as empresas de Publicidade que possuem faturamento superior a R$ 100 milhões, a preocupação com os aspectos sociais do negócio atinge 80%. Entre os clientes dessas agências, a preocupação com os aspectos ESG tem a seguinte distribuição: meio ambiente (20%), governança (20%) e social (60%). 

Sócio-líder do segmento de Mídia e Esportes da KPMG no Brasil, Francisco Clemente aponta que os CEOs das agências percebem a estratégia ESG como uma oportunidade de diálogo com o consumidor e de geração de valor para a empresa. “Este trabalho é essencial para o posicionamento institucional e as empresas estão cientes de que, por trabalharem com criatividade, Comunicação e visão holística para construir e desenvolver marcas, elas exercem um papel social relevante de amplo alcance”, afirma.

Ampliação de portfólio e futuro

O conteúdo da pesquisa destacou ainda que a principal estratégia das agências de Publicidade para ampliar o portfólio de serviços oferecidos aos clientes tem sido a criação ou a compra de novos negócios. Isso porque essa prática foi executada por 74% dessas empresas no último ano. Além disso, 72% delas planejam investir nesse movimento no próximo ano para atingir esse objetivo.

Ainda sobre estratégias para o futuro, empatam em primeiro lugar – com 37% cada -: produção de conteúdo, implantação de business intelligence e oferta de outros serviços, como consultoria de tecnologia, plataformas de Marketing Digital para pequenos empreendedores e a área de growth. Além disso, a estratégia de uso de influencers está nos planos de 29% dessas empresas e a medição de campanhas e performance foi citada por 24%.

Em relação à inclusão de serviços ou soluções no portfólio, 59% das agências passaram a oferecer a medição de campanhas e performance, 56% começaram a ofertar business intelligence, 46% tornaram-se produtoras de conteúdo e 33% implementaram a estratégia de Comunicação com influencers. Quando questionados sobre as principais iniciativas em inovação, os respondentes ainda apontaram para a ampliação de escopo (49%) e a transformação digital (27%).

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