A Agência Estado informou, nesta tarde, que a Secretaria de Comunicação da Presidência da República quer unificar a política de patrocínio das empresas estatais. Na próxima semana a Secretaria vai realizar uma reunião com representantes de cada estatal para saber de seus projetos para os próximos quatro anos. “A idéia do ministro Luiz Gushiken é que haja entrosamento, mas sem imposições, porque algumas estatais, como a Petrobrás, a Eletrobrás e o BNDES, por exemplo, têm uma longa tradição nessa área, seja por leis de incentivo ou patrocínio direto”, explicou o chefe de gabinete da Secom, Marcos Flora.
As estatais respondem por quase metade das verbas, especialmente nas áreas de cultura e esportes. Segundo dados do Ministério da Cultura, em 2001, foram investidos R$ 376,3 milhões em projetos das leis Rouanet e do Audiovisual, sendo que R$ 292 milhões vindo de renúncia fiscal, ou seja, parte do imposto a ser pago foi para o financiamento de projetos da área e o restante de patrocínio direto. Desse total, cinco empresas, Petrobrás e suas subsidiárias, Eletrobrás, Correios, Banco do Brasil e Copel, entraram com 43%, que correspondem a R$ 162,1 milhões. A que mais investiu foi a Petrobrás (R$ 120 milhões, ou 32%), seguida pela Eletrobrás (R$ 28 milhões ou 7,4%). Os dados de 2002 ainda não foram computados.

