A Zephr, empresa especializada na construção de software para paywalls – método de restringir o acesso a um determinado conteúdo por meio da exigência de pagamento de uma subscrição -, publicou um estudo que aponta as principais tendências de consumo para portais de notícias em 2023. A apuração traz seis pontos de atenção para as empresas a partir da ótica do leitor.
De acordo com dados levantados pelo estudo, em 2022, o smartphone se tornou o principal dispositivo para o consumo de notícias on-line. Por isso, uma das tendências para melhorar a experiência dos usuários será investir em conteúdos compatíveis com celulares e no rastreamento entre equipamentos. “Ao colocar em prática, os editores podem exibir informações relevantes e conteúdo direcionado (ou ofertas) para consumidores em todos os eletrônicos, criando experiências verdadeiramente personalizadas com cada interação”, afirma-se no relatório.
Outro destaque está na veiculação de publicidade nativa ou não intrusiva, a partir de anúncios integrados ao conteúdo de forma regular e transparente. “A chave é garantir que a propaganda seja feita de maneira que não pareça perturbadora ao leitor”, argumenta-se no estudo. Também é importante se atentar às estratégias de SEO – localização em plataformas de busca -, após as mudanças nos algoritmos do Google em relação ao tema. A empresa anunciou recentemente uma atualização de conteúdo útil, que tem o objetivo de priorizar o material considerado valioso sobre as palavras-chave usadas.
A criação de comunidades será forte aliada de editores em 2023, uma vez que, segundo a pesquisa, essa “pode ser uma das maneiras mais cruciais para reduzir a rotatividade de assinaturas”. A ação pode ser realizada a partir de fóruns e quadro de mensagens, por exemplo. Além disso, é elencada a importância de ter processos de inscrição sem atritos ou qualquer barreira para acessar o conteúdo, já que isso pode aumentar as chances do usuário perder o interesse no site. Por fim, é destacado que as mídias devem tornar seus paywalls mais dinâmicos e adaptáveis para diferentes perfis. “Por exemplo, se um usuário estiver altamente engajado com o conteúdo, a agência de notícias pode oferecer mais recursos por um preço mais alto do que ofereceria a quem não está tão engajado”, pontua-se no levantamento.

