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Feira do Livro de Porto Alegre registra aumento de 40% na venda de livros

Números foram divulgados em coletiva de imprensa de encerramento, em que planos para 2023 também foram abordados

A 68ª Feira do Livro de Porto Alegre chegou ao fim durante o feriado de Proclamação da República. Um dia depois, nesta quarta-feira, 16, foram divulgados os números da edição durante coletiva de imprensa. Houve um aumento de 40% na média de livros vendidos por barraca em relação a 2019, último evento antes da pandemia e sem nenhuma restrição de circulação. Mas, a organização do festival já começa a desenhar a próxima realização e almeja a implementação do ‘vale livro’ para crianças de escolas públicas.

Em 2022 foi alcançado o número de 234.338 livros comercializados nas 72 barracas que eram encontradas pela Praça da Alfândega. O valor representa a quantia de 3.225 exemplares vendidos por cada expositor. “Tivemos um resultado surpreendente, bem acima do esperado. Foi uma retomada com comércio muito aquecido e que animou os livreiros. Isso nos aponta um futuro ainda melhor para a feira em 2023”, destaca o presidente da Câmara Câmara Rio-grandense do Livro, Maximiliano Ledur.

O alcance das vendas é tido como surpreendente em razão do atual contexto do mercado livreiro, que, de acordo com Ledur, sofreu queda nos últimos dez anos. Além da situação econômica fragilizada do público, outro ponto é o aumento da compra de obras por e-commerce. Porém, o problema foi contornado pela tradição que os consumidores da feira têm em comparecer ao local. “Todas as atividades promovidas geram uma experiência, como a sessão de autógrafos que motiva bastante as pessoas a comparecerem”, avalia o presidente.

E para isto foram realizados 70 eventos dentro do festival, sendo 55 mesas de debate, nove apresentações artísticas e seis oficinas. Durante os 19 dias de funcionamento, 117 autores estiveram presentes. “Tivemos mesas lotadas, foi um sucesso. Foi uma feira de retorno, de resgate e com um público muito agradecido. Agora começamos a pensar na próxima edição”, explica a coordenadora da área adulta, Sandra La Porta. Outro destaque foram as sessões de autógrafos, que chegaram a 521, sendo 54 coletivas e 467 individuais, mobilizando 1,4 mil escritores. Algumas delas, como as de Lázaro Ramos e Eduardo Spohr, chegaram a quase quatro horas de duração. 

‘Vale livro’ para 2023

A 69ª edição da feira já começou a ser preparada e o ‘vale livro’ é uma das propostas para o próximo ano. De acordo com Ledur, a novidade funcionaria como uma espécie de cupom de desconto distribuído para alunos de escolas públicas poderem fazer compras. “O objetivo é incentivar a leitura. Nós vimos muitos estudantes passando aqui sem ter dinheiro para comprar um exemplar ou levando um mais barato. Mas, se pudermos dar a oportunidade deles comprarem o que querem, com certeza será um estímulo”, explica.

Porém, na atual edição, este público infantojuvenil já pôde acompanhar 394 atividades destinadas a eles, como contação de histórias e atrações teatrais. Além disso, o acervo de literatura infantil da Câmara Rio-grandense do Livro, com mais de 8 mil livros, esteve disponível gratuitamente na Praça da Alfândega e, agora, será permanentemente concedido no Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223, bairro Centro Histórico) na Capital.

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