Os candidatos a cargos políticos nas eleições brasileiras deste ano poderão gastar até R$ 500 milhões em campanhas. O montante corresponde ao total que deve ser investido pelos postulantes à Presidência da República. Já o valor mínimo para o cargo deve ficar em R$ 200 milhões. Esta é a estimativa feita por membros da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), com base nos investimentos em pleitos anteriores.
Os valores para as campanhas de candidatos a deputado estadual devem ficar entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, e para os postulantes a governador os gastos são estimados de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões. Para os cargos de âmbito nacional, o investimento previsto para campanhas para deputado federal é de R$ 3 milhões a R$ 10 milhões, e para senador, de R$ 8 milhões a R$ 30 milhões. Os valores apontados consideram estados com maior densidade de eleitores e outros com menor.
Diretor estadual da Abcop, o consultor Paulo Di Vicenzi esclarece que o valor investido depende de cada candidato e de aspectos como potencial de votos e objetivo na eleição. “Se o candidato não for famoso ou não tiver prestígio, não for popular ou não for reconhecido pelo seu histórico positivo, certamente, terá que investir bem mais se quiser entrar no jogo pra valer”, afirma.
Em um comparativo com a disputa pela presidência dos Estados Unidos em 2012, Di Vicenzi lembra que Barack Obama gastou mais de US$ 1 bilhão em sua campanha. A maior parte dos investimentos foi para compra de espaços em televisão, o que no Brasil é oferecido gratuitamente aos partidos. “Engana-se quem ainda acredita que o Obama se elegeu graças à internet. Ele usou a internet, basicamente, para conseguir doações para comprar os espaços de TV”, pontua.

