Uma pesquisa divulgada, na última quinta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que o número de casas com aparelhos de rádio está diminuindo. Conforme o levantamento, em 2024, 41,2 milhões de famílias não tinham o dispositivo em suas residências, o equivalente a 51,5% do total. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
De acordo com o levantamento, em apenas um ano, 2,3 milhões de casas deixaram de ter rádios. Embora a pesquisa não contemple os motivos da queda, ela pode ser associada a uma possível substituição do uso do aparelho por plataformas de streaming de música, que podem ser acessadas por celular, TVs e notebooks, além do consumo de notícias pela internet.
Para Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, a queda tem a ver com o fato de que a internet absorve todas as outras mídias. “Tudo acaba indo para a internet. Muita gente ouve rádio pela rede. E novos formatos de conteúdo auditivo também vão ganhando espaço, como podcasts”, explica.
A pesquisa ainda aponta que não é só o rádio que vem desaparecendo dos lares brasileiros. As casas com televisão também estão diminuindo. Embora a maioria da população ainda possua TV em suas residências, o percentual caiu de 94,3% em 2023 para 93,39% em 2024. Os domicílios com computadores também tiveram queda, passando de 39% para 39,6% no período.

