Segundo levantamento do Projeto Inter-Meios publicado na última edição do jornal Meio & Mensagem, o mercado publicitário movimentou, no primeiro semestre, quase R$ 6 bilhões, volume 25,7% superior ao mesmo período do ano passado.
O resultado é expressivo, mesmo considerando-se a inflação do período, calculada em 3,5% segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os números superam as expectativas iniciais. A previsão do mercado era de que o primeiro semestre do ano tivesse apresentado aumento de investimento entre 15% e 20% em relação ao mesmo período de 2003. Conforme a análise, o primeiro semestre de 2003 foi um dos piores da propaganda nos últimos anos, tendo mostrado queda real nos investimentos quando descontada a inflação. Na primeira metade do ano passado, os investimentos em publicidade foram de R$ 4,8 bilhões.
Todos os meios apresentaram crescimento na primeira metade de 2004. Os melhores desempenhos em termos de aumento do faturamento publicitário ficaram por conta das duas mídias mais jovens, Internet, que cresceu 59,59%, e TV por assinatura, que teve um aumento de 56,6%. Os valores movimentados por ambas são próximos, sendo R$ 112,6 milhões no caso da TV paga, e R$ 103,8 milhões no da Internet. Porém, como cada uma das mídias tem participação inferior a 2% no total das verbas, esse resultado não chega a ter grande impacto no total geral.
O levantamento aponta ainda que a mídia eletrônica foi a que mais se beneficiou da retomada de negócios, enquanto a mídia impressa registrou crescimento abaixo da média do mercado. Os números da TV aberta foram os que mais contribuíram para o crescimento geral. A mídia teve um faturamento de R$ 3,6 bilhões no período, concentrando 60% do total das verbas investidas em propaganda no País. O meio registrou aumento de 30,8% sobre igual período do ano passado. Da mesma forma que a TV aberta, o rádio também apresentou bons resultados, com faturamento de 30% superior aos primeiros seis meses do ano passado. O faturamento mais baixo foi o de mídia exterior, que com o índice apurado, de apenas 0,4%, ainda está em análise pela Federação Nacional das Empresas de Publicidade Exterior (Fenapex). A expectativa dos profissionais de mídia é a melhor possível com relação ao segundo semestre deste ano, que deve voltar a concentrar a maior parte dos investimentos, ao contrário do que aconteceu – de forma atípica – nos últimos três anos.

