Na última semana, chamou a atenção do PressGazette – veículo britânico que atua na cobertura do mercado de Jornalismo e Comunicação – a captação de assinantes do New York Times por meio de jogos digitais. A estratégia foi alvo de uma apuração, que identificou que, além do jornal norte-americano contar com uma base de 9,6 milhões de leitores pagos, cerca de 10% desse total utiliza um pacote sem notícias, que dá acesso apenas aos games digitais.
De acordo com Jonathan Knight, que chefia a área de jogos no New York Times, a estratégia é valiosa para atrair os assinantes. O gestor é ex-líder sênior da franquia de games The Sims, da Electronic Arts, e foi diretor criativo e produtor sênior do The Simpsons Game. Além dele, o jornal conta com editores designados exclusivamente para essa curadoria, assim como profissionais que auxiliam em manter a comunidade de jogadores envolvida.
Fidelização
Para Knight, o papel mais importante dos games é fidelizar o público do veículo. “O que estamos vendo é que assinantes envolvidos com notícias e jogos têm uma probabilidade muito maior de retenção por um longo período de tempo do que os que consomem apenas reportagens”, revela.
Porém, vale lembrar que a aposta em games não é nova para o The New York Times: em 1997, o jornal lançou uma assinatura só de palavras cruzadas. Contudo, o maior marco recente nessa relação do veículo com os jogos foi a compra do Wordle em 2021, que adicionou dezenas de milhões de usuários de uma só vez à plataforma.
Jogo de quebra-cabeça simples com seis tentativas de adivinhar uma palavra de cinco letras que muda a cada dia, o Wordle possui jogabilidade intuitiva, combinada com um mecanismo que permite aos usuários compartilhar seu desempenho nas redes sociais. No Brasil, um aplicativo semelhante se tornou viral há alguns meses, o Termo.

