O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, deverá ir a júri popular e ser julgado por homicídio duplamente qualificado. Os desembargadores decidiram acatar a decisão da juíza Eduarda Maria Romeiro Correia, da 1a Vara Criminal de Ibiúna, que mandou o jornalista a júri popular por homicídio duplamente qualificado. Há três anos Pimenta Neves matou a tiros sua ex-namorada, a jornalista Sandra Gomide, em um haras de Ibiúna, em São Paulo. Os desembargadores Ribeiro dos Santos, Pedro Gagliardi e Ricardo Tucunduva negaram o pedido da defesa de Pimenta Neves, no sentido de que ele fosse ouvido novamente em juízo. Indeferiram também o pedido de que o jornalista deveria responder por homicídio simples e não por homicídio duplamente qualificado (segundo a pronúncia, ele matou por motivo torpe e sem que a vítima tivesse possibilidade de defesa). O criminalista Luiz Fernando Pacheco, assistente do Ministério Público contratado pela família de Sandra Gomide, declarou que a decisão do TJ é de grande relevância para o caso.

