Mais de mil funcionários do jornal norte-americano The New York Times iniciaram uma greve à meia-noite desta quinta-feira, 8, depois que não conseguiram alcançar um acordo com a direção da empresa por aumentos salariais. A paralisação, que é a primeira desta magnitude a atingir a publicação em 40 anos, deve durar 24 horas, conforme informou o sindicato The NewsGuild.
As negociações salariais duraram mais de 12 horas na terça-feira, 6, e continuaram na quarta-feira, 7, no entanto, os lados permaneceram distantes em relação aos aumentos de acordo com o índice de inflação e às políticas de trabalho remoto. Por meio de comunicado, a porta-voz do The New York Times, Danielle Rhoades, afirmou que as tratativas não acabaram e “é decepcionante que tenham tomado uma ação tão extrema quando não estamos em um impasse”.
Do outro lado, o sindicato também emitiu uma nota, em que defende que os jornalistas sindicalizados estão “dispostos a fazer o necessário para conseguir uma redação melhor para todos”. Phoebe Lett, produtora de podcasts do jornal, ainda tuitou: “É de partir o coração ter que ficar ao lado de quase 1.200 colegas que sacrificam tudo pelo bem deste lugar, de chapéu na mão, pedindo ao The New York Times que demonstre que nos valoriza. Mas aqui estamos”.
Cobertura diária
Entre os profissionais que apoiam a greve estão alguns dos jornalistas que fazem coberturas e atualizações em tempo real para o jornal. No entanto, segundo a porta-voz, a empresa tem “planos sólidos” para continuar produzindo. De acordo com Danielle, isso inclui contar com repórteres internacionais, além dos que não são membros do sindicato. “Estamos preparados para garantir que o Times continue a servir nossos leitores sem interrupção”, disse.

