A memória de José Lutzenberger voltará ao centro do debate público em um encontro que pretende revisitar sua influência sobre a cobertura jornalística e a consolidação da pauta ambiental no País. Promovido pela Associação Riograndense de Imprensa (ARI), o painel José Lutzenberger e os Jornalistas ocorre no dia 11 de junho, às 18h, no auditório da entidade, em Porto Alegre, com transmissão on-line.
A atividade integra o calendário Lutz Cem Anos e também a programação da Semana da Imprensa 2026. A proposta é reunir profissionais que acompanharam diferentes momentos da atuação pública do ambientalista, compartilhando experiências e relatos sobre a convivência com uma personalidade que ajudou a transformar questões ecológicas em tema recorrente nos veículos de comunicação brasileiros.
A abertura contará com a participação do presidente da ARI, José Nunes, da presidente da Fundação Gaia, Lara Lutzenberger, e do presidente da Agapan, Heverton Lacerda. Ao longo da noite, jornalistas convidados abordarão episódios marcantes da trajetória do ambientalista e sua relação com a imprensa.
Também, estão confirmadas as participações dos jornalistas: Ilza Girardi, Lilian Dreyer, Ricardo Azeredo, Walmaro Paz, Guilherme Kolling, Moisés Mendes, Marco Antonio Villalobos e Guilherme Castro. Na ocasião, haverá a projeção do jornalista Flávio Carneiro, que gravou um depoimento sobre como ajudou a divulgar o lançamento do livro ‘Fim do Futuro? Manifesto Ecológico Brasileiro’ no Correio do Povo.
Sobre o homenageado
Nascido em Porto Alegre em 1926, Lutzenberger tornou-se uma referência internacional na defesa do meio ambiente. Agrônomo de formação, foi um dos fundadores da Agapan, em 1971, e criou a Fundação Gaia em 1987. Ao longo da vida, acumulou reconhecimento dentro e fora do Brasil, incluindo o Right Livelihood Award, conhecido como Nobel Alternativo, recebido em 1988. Além disso, ocupou o cargo de secretário especial do Meio Ambiente da Presidência da República entre 1990 e 1992.
Falecido em 2002, aos 75 anos, Lutzenberger permanece como uma das figuras mais influentes da história do ambientalismo brasileiro. O painel promovido pela ARI busca justamente recuperar parte dessa trajetória a partir do olhar de quem testemunhou sua atuação e ajudou a levar suas ideias ao conhecimento da sociedade.


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