Na tarde desta sexta-feira, 1º, o titular da pasta das Comunicações (Mcom) do Governo Federal, Juscelino Filho, teve os bens bloqueados, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. O juiz atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF). Juscelino é investigado por envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares, fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro
De acordo com as investigações, os crimes envolvem verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). No entanto, Barroso negou um pedido da PF para que o ministro do Mcom fosse alvo de buscas, por entender que não haja nada de concreto, em especial, quanto à participação direta de Juscelino no caso, e por achar que as medidas são drásticas, dados os elementos disponíveis. As informações foram obtidas pelo Correio Braziliense. Ainda segundo o jornal, o magistrado deixou claro na decisão a necessidade de continuidade das apurações.
A investigação foi iniciada em 2021 e mira em obras da construtora Construservice contratadas pela Codevasf que teriam sido bancadas com emendas parlamentares, algumas delas do ministro Juscelino. Em nota, a PF informa que “a presente fase (da investigação) alcança o núcleo público da organização criminosa, após se rastrear a indicação e o desvio de emendas parlamentares destinadas à pavimentação asfáltica de um município maranhense”. No comunicado, também é suscitado que, em caso de confirmação das suspeitas, os investigados poderão responder por fraude à licitação, lavagem de capitais, organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva.

