Na tarde desta quarta-feira, 26, a Justiça solicitou a operadoras e lojas de aplicativos para retirarem o Telegram do ar. Isso ocorre após a plataforma não entregar todos os dados solicitados pela Polícia Federal sobre grupos neonazistas que utilizam o sistema. Foram notificadas via ofício Claro, Oi, Tim, Vivo, além de Apple e Google.
Na última sexta-feira, 21, o Telegram chegou a encaminhar parte das informações requeridas, porém alguns dados seguiram em falta, como números de telefones de integrantes e administradores de um grupo com conteúdo neonazista. Por isso, além de determinar a suspensão, a Justiça ampliou a multa aplicada à plataforma de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia de recusa em fornecer o que foi solicitado.
O pedido dos dados aconteceu após uma investigação sobre os ataques em uma escola na cidade de Aracruz, no Espírito Santo, em 25 de novembro de 2022, onde quatro pessoas foram mortas. A Polícia Federal concluiu que o responsável tinha interações em grupos antissemitas no Telegram e solicitou as informações para apurar conexões e se houve influência no crime.

