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Luto na Comunicação: morre aos 88 anos Carlos Fehlberg

Jornalista gaúcho estava internado desde o último domingo após sofrer infarto

Aos 88 anos, morreu, na manhã deste domingo, 15, o jornalista gaúcho radicado em Santa Catarina, Carlos Machado Fehlberg. Ele estava internado no Hospital Baía Sul, em Florianópolis, desde o domingo passado, 8, após sofrer um infarto.

Segundo informações da esposa, a também jornalista Estela Benetti, Fehlberg apresentava um quadro de insuficiência renal. Nos últimos anos, o estado de saúde ainda se agravou por conta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além disso, ele sofria com Alzheimer.

Carlinhos, como era apelidado, será sepultado no cemitério do Itacorubi, na capital catarinense. Informações sobre o horário da cerimônia de despedida não foram divulgadas pela família até o fechamento da matéria.

Fehlberg dirigiu a redação do Diário Catarinense por 10 anos. No Rio Grande do Sul exerceu a mesma função em Zero Hora, onde assinava uma coluna sobre Política. Ele também acumulou passagens pelos impressos gaúchos Folha da Tarde, Jornal O Dia e Última Hora. Além disso, o comunicador era formado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

A Associação Catarinense de Imprensa (ACI), instituição em que o jornalista ocupou a posição de membro do Conselho Superior, lamentou a morte. “Fehlberg deixa um legado de talento, amizades, paixão pela profissão, e a memória das muitas histórias que sabia contar como ninguém”, diz-se na nota emitida em nome da diretoria da organização.

Confira o comunicado na íntegra:

A Associação Catarinense de Imprensa (ACI) – Casa do Jornalista lamenta a morte, neste domingo (15), de Carlos Machado Fehlberg, ex-diretor de redação do Diário Catarinense e da Zero Hora e amigo de inúmeros repórteres, editores e outros profissionais que tiveram a oportunidade de dividir a redação e aprender com o médico por formação que optou pela carreira de jornalista. Foi também membro do Conselho Superior da ACI.

Apaixonado pela reportagem e por política, Fehlberg comandou a redação do Diário Catarinense entre os anos de 1992 e 1998, dando inúmeras demonstrações de camaradagem e respeito com a equipe, de vasta cultura e da larga experiência profissional, características que garantiram a ele o carinho e a admiração dos colegas.

Leitor contumaz, dono de grande capacidade de trabalho e entusiasmado pelo propósito de informar, Fehlberg era dos primeiros a chegar e dos últimos a sair da redação, sempre preocupado em produzir o melhor jornal possível, com furos de reportagem, análises e textos de qualidade.

Nos últimos anos, debilitado por inúmeros problemas de saúde, contou com a companhia e cuidados da parceira de quase três décadas, sua esposa e também jornalista, Estela Benetti.

Fehlberg deixa um legado de talento, amizades, paixão pela profissão, e a memória das muitas histórias que sabia contar como ninguém.

Nossos sentimentos à família e amigos!

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