As campanhas políticas são sempre cercadas de muita preparação e estratégias de Comunicação e Marketing para apresentar da melhor forma o candidato e suas propostas. No próximo domingo, 29, Porto Alegre conhecerá seu novo prefeito, ou prefeita, já que Manuela D’Ávila (PCdoB) disputa o cargo com Sebastião Melo (MDB), e o Coletiva.net procurou se inteirar dos bastidores do trabalho feito pela equipe dos políticos. O portal conversou com Isara Marques, responsável pela campanha de Melo, bate-papo que pode ser conferido aqui, e com Juliano Corbellini, que coordena a campanha de Manuela.
Confira a entrevista na íntegra:
Como avaliam o trabalho de Comunicação feito durante o primeiro turno das eleições municipais?
Nossos programas foram muito bem avaliados nos grupos qualitativos, crescemos e ganhamos consistência de imagem. Acho que atingimos nossos objetivos.
Foi observado algum ponto a ser mudado para a campanha do segundo turno?
Para nós, a grande diferença é a igualdade de tempo. No primeiro turno, nosso tempo era menor que quase todos os principais concorrentes, e houve um momento em que três campanhas ao mesmo tempo estavam nos atacando. Então, teremos mais tempo para rebater as críticas do adversário, para contar a vida e a trajetória de Manuela, e para explicar melhor nossas propostas.
Qual é a principal diferença no planejamento de Comunicação do primeiro para o segundo turno?
Esse segundo turno é muito curto. Portanto, não haverá tempo de redefinir estratégia. Tem que acertar de primeira.
Quais serão as estratégias abordadas por vocês para a próxima fase da campanha?
Uma campanha é um processo de autodefinição e de definição do adversário perante o eleitor. Essencialmente isso.
Em um ambiente de Comunicação tão vasto, desde a entrega de santinhos, até postagens nas redes sociais, onde pretendem apostar mais para os próximos dias de campanha?
TV e debates serão as grandes plataformas de busca do eleitor indeciso. Redes sociais, a plataforma de mobilização e engajamento dos apoiadores.
Quais são as expectativas para a próxima fase da campanha?
Uma eleição muito competitiva, muito disputada.
Como a pandemia impactou o marketing de campanha?
Acho que em dois aspectos: primeiro, a restrição do contato pessoal. As lives viraram uma nova forma de comício. E acho que a TV por razões óbvias aumentou ainda mais a sua importância, que, na minha opinião, já era preponderante mesmo antes da pandemia.


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