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Meta tem queda na verba de anúncios e Zuckerberg defende Reels e metaverso

Receita total da big tech teve queda de 1% no ano a ano

A Meta (que inclui Facebook, Instagram e WhatsApp) apresentou um balanço do segundo trimestre de 2022, que mostra uma pequena queda na receita geral e de Publicidade em comparação com o mesmo período do ano passado. A verba de anúncios foi de US$ 28,15 bilhões, inferior aos US$ 28,58 bilhões de 2021. O faturamento total teve uma queda de 1% no ano a ano, chegando ao total de US$ 28,82 bilhões. Com essa realidade, o presidente-executivo da big tech, Mark Zuckerberg, defendeu as alterações da Meta como o Reels e o metaverso.

As ações da companhia também apresentaram declínio: 50% desde o início deste ano. O relatório mostrou que as impressões de anúncios cresceram 15% no ano a ano nos apps, no entanto, o preço médio da Publicidade caiu 14%. Um crescimento registrado foi na base mensal de usuários, que aumentou para 3,65 bilhões, o que representa um aumento de 4% ano a ano. 

Além da concorrência do TikTok, a Meta foi afetada pelas mudanças na plataforma da Apple, iniciadas no ano passado. As novas regras de Transparência de Rastreamento de Aplicativos força todos os aplicativos a ter a permissão expressa dos usuários para coletar dados sobre seu comportamento nos iPhones. Se o internauta não dá essa permissão, complica para que apps relatem aos profissionais de Marketing o desempenho de seus anúncios. 

Em defesa do Reels

Zuckerberg defendeu as alterações nas redes sociais, que focam no Reels. “Estamos confiantes de que o Reels aumentará o engajamento geral e, eventualmente, monetizará como o Feed”, explica Zuckerberg. A ferramenta de vídeo foi apresentada em 2020 no Instagram e depois no Facebook. Apesar das críticas de usuários de que ele estaria mudando a experiência no Instagram, o CEO está confiante de que o streaming é o formato do engajamento social. 

Além da mudança de forma de conteúdo, o recurso modifica o que os internautas veem em suas plataformas. Isso porque a Meta treina a inteligência artificial para exibir mídia para as pessoas, mesmo de contas que elas não seguem. Como o executivo detalhou, as plataformas estão passando de “feeds sociais impulsionados por pessoas e contas que você segue para cada vez mais impulsionados pela IA”. Conforme Zuckerberg, 15% do feed de uma pessoa no Facebook é recomendado pela IA, e a expectativa é que esse número dobre até o final do ano. Em termos de receita, o executivo destacou que os anúncios do Reels atingiram uma taxa de execução de verba de US $1 bilhão. Comparativamente, esse marco foi atingido mais rápido do que o Stories atingiu no mesmo tempo de existência.

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