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Ministério da Justiça anuncia Observatório da Violência contra Jornalistas

Demanda foi acolhida pelo ministro Flávio Dino após reunião com representantes da categoria

Nesta terça-feira, 17, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou a criação do Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas. A iniciativa, acolhida após reunião com representantes do setor, servirá para monitorar casos de ataques à categoria. Com a medida, espera-se cessar a onda de violência contra os profissionais da imprensa em todo o Brasil. 

No encontro, que aconteceu na segunda-feira, 16, em Brasília, o titular da pasta se solidarizou com os jornalistas e colocou o ministério à disposição das entidades de classe. Participaram da reunião Cristiane Silva Sampaio e Silvio Luiz Vasconcellos, diretores do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF); Katia Brembatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); e Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Além deles, estiveram presentes o interventor federal da Segurança Pública no Distrito Federal, Ricardo Cappelli, que também é jornalista e secretário-executivo do ministério; e o secretário Nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar.

Para Cappelli, ataques ao Jornalismo são “sinais inequívocos” de que a democracia está em desgaste. “Foi muito importante prestar nosso apoio integral à atividade profissional e aos jornalistas, além de nos colocar à disposição para apurar todo tipo de violência sofrida pelos profissionais de Comunicação no Brasil”, disse o interventor.

Espaço para o diálogo

A iniciativa tem significado representativo para a presidente da Fenaj: “Mostra que a gente sai de quatro anos sem nenhum diálogo com o governo federal, para um período em que temos a possibilidade de construir medidas concretas para garantir o livre exercício do Jornalismo no País”, observou Samira. Na reunião, ela apresentou uma série de propostas da entidade ao ministério para o fortalecimento da profissão.

Por sua vez, a presidente da Abraji considera que essa abertura é importante para que o governo reconheça que os ataques sofridos pelos jornalistas não são comuns: “É uma violência política e direcionada a uma categoria profissional”. Segundo Brembatti, a expectativa é que, a partir do compromisso do ministério, os casos de violência contra os profissionais da imprensa sejam investigados com rigor e que as perseguições diminuam. 

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