A tarde de palestras do último dia do 25° Congresso Gaúcho de Rádio e Televisão, começou com um painel realizado pelo CEO da Jovem Pan, Roberto Araújo. Ao iniciar o bate-papo, que aconteceu nesta quinta-feira, 24, em Canela, o líder da empresa midiática declarou: “Não somos apenas rádio, mas também uma”. Ele abordou por quase uma hora as transformações que estão passando, principalmente, no que tange ao posicionamento da organização. Ao invés de se enxergarem como um veículo, assumem-se como um grupo.
Após revelar alguns números da rádio – a exemplo de uma cobertura de 2.273 cidades, com 89 filiadas -, enfatizou que a emissora hoje é mais uma plataforma que possuem. “Passamos de uma tradicional rede de radiodifusão, para sermos produtores de conteúdo”, ressaltou. Para esta mudança, foram necessárias diversas adaptações de linguagem e formatos. “Quem faz rádio é muito mais próximo de quem faz redes sociais e está no meio digital”, opinou, ao dizer que os profissionais que atuam nesta área são mais flexíveis do que nos outros setores do Jornalismo.
Apesar das transformações, o CEO revelou que acharam que teriam muito mais problemas do que os que realmente surgiram. Isto porque a essência do rádio é similar à do mundo digital: agilidade, interatividade e simplicidade. A principal mudança foi ter um programa de áudio, o qual foi transformado em vídeo, mas sem virar um telejornal e, sim, adaptá-lo aos dois meios.
O ciclo de transformações de formato e linguagem foi completado no editorial, ao proporcionar maior ênfase em opinião. Montaram um time de jornalistas para oferecer diferentes julgamentos com o intuito de prover um contexto à audiência. “A opinião compartilha, engaja e influencia. Todo mundo é bombardeado com notícias, mas com a opinião não”, ressaltou. Para subsidiar, revelou que estes vídeos têm mais de 60% de visualizações do que hard news, e 90% a mais de engajamento.
Ao se propuserem produzir conteúdo audiovisual, escolheram o YouTube como plataforma de distribuição. Hoje, de acordo com Araújo, são considerados o maior canal de notícias do Brasil – totalizando mais de 20 milhões de inscritos. As produções podem ser acompanhadas desde o celular até a Amazon Alexa.
O CEO ainda apresentou uma novidade: a Panflix – plataforma gratuita de streaming de vídeos. Os motivos da criação? Volume de dados que desejam saber, fidelização da audiência e UX (experiência de usuário) – baseada na Netflix. O aplicativo, que está em fase beta, estará disponível para os sistemas Android, iOS, bem como TVs Samsung, Apple Rádio e computadores.
Ele mostrou um vídeo para apresentar o projeto, desde as obras para a montagem dos estúdios, até quando ficaram prontos. Ao total, a televisão, como chamam, tem quatro estúdios em São Paulo e um em Brasília, além de um centro de produção com conceito de mídia center.
Com tecnologia NDI (que possibilita a transmissão e recepção de sinais de vídeo HD em múltiplos canais via rede LAN gigabit) e gravação em 4K, o recado que Araújo deixou sobre o novo produto foi o de aproximação com a audiência. “Desejamos que os afiliados produzam conteúdo local para serem parte integrante da Panflix, pois ela terá um localizador integrado ao sistema”, contou.
A cobertura de Coletiva.net tem o apoio da TV Record e Rádio Viva – veículo da RSCOM -, com realização da Agert. Ao longo dos três dias, as jornalistas Gabriela Boesel, Márcia Christofoli e Patrícia Lapuente produzem conteúdo em tempo real sobre as palestras e demais movimentações, bem como relatam os bastidores do Congresso. Além do portal, são abastecidas as redes sociais com fotos, vídeos e transmissões ao vivo.


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