A pergunta lançada como tema do debate, ‘O valor da ideia ainda está na criação?’, realizado no Instituto Goethe, contou com a unanimidade dos participantes. Cerca de 70 pessoas estiveram presentes no auditório e puderam assistir profissionais do mercado como Roberto Lautert (executivo da Lautert Associados); Eduardo Menezes (3YZ); Régis Montagna (Escala); Rafael Bohrer (DM9 Sul) e Marcelo Pires concordarem que, hoje, o valor da ideia não está na criação.
Rafael Bohrer iniciou a explanação explicando que, na agência em que atua, foi criado um sistema onde todos os setores participam com ideias e opiniões. Régis Montagna complementou dizendo que há três aspectos a serem considerados: colaboração, e isso implica em estudo por parte de todas as áreas até que a ideia chegue no setor de criação; pertinência naquilo que o cliente pede; e, ao final de tudo, uma ótima execução. Estes itens são fundamentais para manter vivo um negócio. Convidado de última hora, Roberto Lautert acredita que a ideia está na criatividade. “O setor é composto de técnicos e isso não é culpa dos profissionais, e sim do mercado, que hoje pensa apenas no lucro”, ressaltou.
Eduardo Menezes trouxe uma polêmica para a roda quando disse que a ideia não pertence apenas a uma pessoa. “Para que algo dê certo, o ideal é desapegar das vaidades”, afirmou. “Hoje, é preciso correr riscos para por em prática uma grande ideia, e isso envolve dinheiro e tempo disponível dos profissionais”, completou. Em contraponto, Régis falou sobre a relação cliente/agência, até onde o primeiro pode ir e a falta de discernimento em relação aos processos solicitados.
“Às vezes grandes anúncios não partem de grandes ideias. Quem está disposto a pagar pela criatividade, por uma grande ideia? E até onde as pessoas estão preparadas para entender o que é uma boa ideia?”, indagou Lautert, finalizando o debate.


