O poder público está na contramão da história ao adotar uma postura repressiva em relação a atos criativos da propaganda, como os casos do remédio contra a disfunção erétil e do tabaco. A posição foi externada pelo publicitário Luiz Kroeff, vice-presidente da Ogilvy Brasil, em encontro com jornalistas durante o almoço em que a SLM festejava seu 16º aniversário. Kroeff entende que ao proibir este tipo de propaganda o governo adota “uma posição hipócrita, que afeta a indústria da propaganda e a própria liberdade de expressão”. Os agentes públicos “parecem ter ódio à informação”, afirmou ele.
Luiz Augusto Cama, também vice-presidente da Ogilvy, empresa à qual a SLM associou-se em 1995, destacou que a formação de pessoas é o fator considerado mais importante pelo grupo. “E a Ogilvy preocupa-se muito com a missão de formar bem gente jovem”, disse ele, que ressaltou o fato de a agência estar vivendo um bom momento, e, “apesar da carga tributária e trabalhista”, espera vencer bem o difícil momento que o mercado atravessa.

