Desde 1º de setembro, a página do Brasil de Fato Rio Grande do Sul não pode ser localizada no Facebook. Segundo os administradores, o perfil foi desativado sob a alegação, por parte da rede social, de que não estaria de acordo com as políticas da plataforma. No entanto, nenhuma justificativa foi apresentada para essa decisão, afirma a equipe do veículo, em matéria publicada no portal na última sexta-feira, 7.
O texto ainda relata que nenhuma publicação ou atividade da página que pudesse ser enquadrada em uma transgressão da política da comunidade foi sinalizada. A única mensagem exibida aos administradores foi, em tradução livre: “Seu perfil não está mais visível. Isso acontece pois o Brasil de Fato RS vai contra nossos Padrões de Comunidade. Nossos padrões são aplicados globalmente e são baseados em nossa comunidade”.
Após esse aviso, foram oferecidas as opções de contestar ou aceitar a penalidade. Porém, ao dar o aceite na revisão, a equipe do Brasil de Fato RS seguiu sem um retorno sobre as causas da derrubada da página e não teve aberto o espaço para argumentação. Até então, a única mensagem visível aos administradores diz que o perfil será analisado novamente.
Criada em 2018, no momento em que a página foi invisibilizada contava com um público com mais de 4,6 mil curtidas e 5,7 mil seguidores. Segundo a reportagem do portal, o Facebook, assim como o Instagram, é um meio importante para a divulgação das notícias produzidas diariamente. “Sem a revisão da punição e o retorno da nossa página, ficamos sem uma ‘perna’ do nosso trabalho”, justifica o texto.
Fenaj e Sindjors repudiam
No último sábado, 8, a Federação Nacional dos Jornalistas emitiu uma nota de repúdio à decisão do Facebook, em que reafirma “o papel imprescindível” do Jornalismo e dos jornalistas no combate à desinformação, à difusão de informações falsas e fraudulentas e à disseminação dos discursos de ódio. “Por isso, solidariza-se com a equipe do Brasil de Fato RS, ao mesmo tempo em que exorta a empresa Meta a suspender o ato de censura, habilitando novamente a página para o acesso público”, finaliza a manifestação. Em consonância, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) prestou solidariedade ao portal e aos seus profissionais e disse que “espera uma solução o mais breve possível a mais este ataque aos veículos independentes de Comunicação”.

