
O título do painel fez a pergunta e, ao mesmo tempo, já dava a resposta: “Como mudar a face da liderança? Invista em mulheres.” Atualmente, 92% dos 500 CEOs da Fortune são homens, e as mulheres estão deixando os cargos de liderança em taxas mais aceleradas do que nunca. “Se o topo é solitário, para mulheres, mais ainda.” É o que costuma dizer Lindsay Kaplan, cofundadora da Chief, uma rede de networking e coaching para mulheres executivas. A startup construída em plena pandemia, após um evento de networking “cansativo e desastroso para mulheres”, transformou-se, neste ano, em um unicórnio de 100 milhões de dólares.
Lindsay participou de uma conversa, nesta quinta-feira, 3, na Web Summit, com Rosemarie Ryan, cofundadora da co:collective, empresa estratégica e criativa para negócios com propósitos. O tema foi como as organizações podem apoiar significativamente as mulheres na força de trabalho, para mudar a face da liderança, agora e nas próximas gerações. A resposta para esta pergunta não é simples e depende, segundo elas, de uma série de fatores.
“Quando se olha para os números, parece que há uma movimentação, mas ela ainda não é global”, constatou Lindsay. Já Rosemarie lembrou que, para cada mulher que assume a direção de uma empresa, duas deixam o posto. Incentivos para a promoção de mulheres, mudança na cultura organizacional e flexibilidade, e autonomia para conciliar demandas da vida pessoal são alguns dos fatores que podem contribuir.
Com o apoio do canal Markket e da agência Euro, as jornalistas Cleidi Pereira e Márcia Christofoli, ao lado do social media Felipe Ramires, trabalham em uma cobertura especial da Web Summit. Realizado em Lisboa, Portugal, o evento de Inovação e Tecnologia, que neste ano recebe mais de 250 palestrantes e 70 mil participantes, acontece de 1° a 4 de novembro.
