Os últimos anos, em decorrência da pandemia, fizeram com que o mercado internacional ficasse em uma posição de incógnita. Mesmo em um momento de retomada, quedas econômicas acontecem, como mostra o índice global da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que apontou queda de 11,8 pontos para agosto. Apesar disso, os investimentos em anúncios de televisão permanecem estáveis, de acordo com pesquisa da Standard Media Index (SMI).
A SMI é uma empresa mundial responsável por estudos em relação ao mercado de mídia. De acordo com levantamento da companhia, no segundo trimestre de 2022, foi registrado um aumento de 3% no investimento em publicidade no mundo, em relação ao mesmo período de 2021. Entretanto, foi relatada uma queda de 15% no mercado de dispersão, o que diz respeito ao orçamento para negócios em curto prazo. Ou seja, a verba disponível no mercado para custear campanhas em um futuro próximo diminuiu.
Há preocupação
Embora os números mostrem que os investimentos, neste momento, estão saudáveis, o futuro segue em aberto. Recentemente, a Microsoft se retirou das reuniões com executivos de TV para a compra de espaço publicitários, os ditos upfronts. A gigante da Tecnologia gastou, aproximadamente, US$ 294,8 milhões em anúncios na televisão apenas no ano passado. A companhia de Bill Gates, no entanto, relatou que a retirada não acontece em razão de desconfianças com o mercado, porém foi o suficiente para aumentar o temor de que outros grandes anunciantes seguissem o exemplo.
O medo, no entanto, tem lógica. Recentemente, Pepsi e Burger King tomaram uma postura mais conservadora em relação a estes investimentos. A Pepsi, por exemplo, reduziu sua verba em marketing de US$ 52 milhões para US$ 40 milhões no primeiro semestre de 2022, enquanto o Burger King recuou suas cifras de US$ 114 milhões para US$ 92 milhões.

