O Ministério das Comunicações divulgou, no final do mês de junho, as primeiras autorizações para rádios comunitárias concedidas pelo atual Governo, quatro delas para pedidos originados no Rio Grande do Sul. Cada processo de criação de uma rádio comunitária leva em média dois anos para ser examinado. A equipe que assumiu em janeiro deste ano herdou mais de quatro mil processos não-examinados e, nos primeiros seis meses, conseguiu reduzir a pilha para 900.
O engenheiro consultor em radiodifusão, Higino Ítalo Germani, aponta a burocracia como o principal motivo da demora. “Com o fechamento das delegacias regionais, no apagar das luzes do mandato de Fernando Henrique Cardoso, tudo ficou centralizado em Brasília”. Segundo Germani, os profissionais como ele estão desgastados com a situação e reclamam da falta de uma política séria para o setor. “Enquanto a radiodifusão for moeda de troca, não vejo perspectiva”.

