Divulgada na última semana, uma pesquisa realizada pelo The Podcast Host concluiu que os produtores de podcasts não estão interessados em terceirizar a produção de seus programas. Isso porque, dos 607 entrevistados, 78% deles alegaram que preferem desenvolver e lançar seus produtos por conta própria, do que investir financeiramente em um profissional contratado para isso. Na outra ponta, os que optam por gastar dinheiro ao invés de tempo somam 22%.
Com base nisso, o estudo indicou que os dados obtidos demonstram que mais ou menos três em cada quatro podcasters escolhem se aventurar nas tarefas de podcasting. Para tanto, o levantamento identificou os prós e contras das duas abordagens. Quando se opta por gastar tempo em vez de dinheiro no produto, a pesquisa indica que o conhecimento e as habilidades desenvolvidas podem ser aplicados em projetos futuros. Além disso, a produção própria garante mais controle ao trabalho que está sendo desenvolvido.
Por outro lado, desenvolver um podcast por conta requer uma atualização constante das habilidades do podcaster, e aprender também pode custar dinheiro. O levantamento aponta ainda para problemas com o excesso de trabalho, como a Síndrome de Burnout – ou de Esgotamento Profissional.
Em relação à terceirização, o The Podcast Host salientou que ter uma pessoa à disposição para o trabalho oferece mais agilidade e confiança ao produto final. Além disso, o produtor pode reservar o seu tempo para elaborar apenas o conteúdo. Entretanto, é possível que, no começo, os lucros não contemplem o valor que está sendo investido. Por fim, o estudo registra que a falta de envolvimento com o podcast pode acabar perdendo a essência do criador.
O que fazer?
Como solução, a pesquisa sugere que seja feita uma preparação anterior ao desenvolvimento do podcast, com o uso de ferramentas gratuitas. Além disso, trocar experiências, observar o trabalho de outros produtores, bem como fazer a promoção cruzada de podcasts – o que leva à economia de dinheiro, ao mesmo tempo em que o produto é apresentado a novos públicos – também são soluções que aparecem.

