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São Paulo – Com potencial de consumo capaz de fomentar os negócios de muitas empresas, a classe C de consumidores não deve ser desprezada pelos profissionais de publicidade, alertou o diretor-executivo do Ibope Solution, Nelsom Marangoni. Com base na pesquisa feita junto a 3 mil mulheres, com idade entre 18 e 49 anos e residentes em nove capitais brasileiras, ele ressaltou, em palestra no MaxiMídia 2003, que pecam aqueles que têm visão preconceituosa destes compradores de menor renda. Segundo Marangoni, é um erro pensar que essa classe gosta do mesmo tipo de produto, sem levar em conta valores, desejos, sonhos e perspectiva de ascensão social.
O estudo, desenvolvido em conjunto com a Editora Abril, mostra, sobretudo, o que as consumidoras de classe C pensam da vida, do amor, da família e do futuro. Conforme o executivo, são elas que orquestram um grupo de consumidores que responde por 28% da venda de produtos populares, avaliada em R$ 230 bilhões por ano. “Com o esgotamento do mercado para as classes A e B, os emergentes compradores da classe C são a oportunidade para as empresas crescerem. Desconhecer este mercado é perder oportunidades”, diz o especialista.

