Dois concorrentes do concurso “Crie o Selo do Cinqüentenário do Margs (Museu de Arte do Rio Grande do Sul)”, promovido pela ARP (Associação Riograndense de Propaganda) e pela ApDesign/RS (Associação dos Profissionais em Design/RS) reivindicam um novo julgamento das peças inscritas. Humberto Ferreira Nunes e Carla Ferreira alegam que o selo vencedor não estaria de acordo com o regulamento da promoção, no que diz respeito ao seu tamanho e à manutenção da marca. “Consta no regulamento que “em relação ao logotipo Margs, o Selo de 50 Anos deverá ser projetado de forma a atingir até 50% do tamanho do logo, no máximo”. No selo vencedor, o tamanho atinge quase 100% do logotipo. O regulamento também diz que o selo “deverá ser criado de forma a integrar a logomarca do Margs, sem alterar suas características formais originais”. O selo vencedor mostra uma alteração nas cores originais”, justificam em carta aberta à Comissão Julgadora.
O presidente do júri, Eduardo Vanoni, explica que a peça premiada foi divulgada rapidamente. Para isso, optou-se por mostrar a opção de maior tamanho, a fim de permitir uma melhor visualização, porém, a ganhadora, em outras lâminas, já tinha previsto a sua aplicação na cor original da marca do Margs”. A vencedora, a partir de agora, deverá desenvolver um Manual de Identidade Visual, prevendo algumas alterações que possam ocorrer, inclusive no que diz respeito à proporção de 50%. Vanoni lembra que “como acontece em qualquer festival, o júri é sempre soberano. Portanto, pequenas irregularidades em relação ao Regulamento, como tamanhos ou mesmo formas de apresentação, podem ser desconsideradas para privilegiar o trabalho criativo”.
Apesar da polêmica, nesta quarta-feira, às 19h, o museu abre a exposição dos trabalhos finalistas do concurso. O evento teve 119 candidatos inscritos. Na abertura da mostra também será entregue o prêmio à vencedora, Rosana Vaz Silveira, sócia da Coomunica – Cooperativa de Comunicação – um computar eMac – e certificados de participação na exposição.

