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Sindjors dá andamento às negociações do Acordo Coletivo 2022/2023

Entidade representativa dos jornalistas já realizou duas rodadas de conciliação com os sindicatos patronais Sindjore e SindiRádio

As negociações do Acordo Coletivo dos Jornalistas 2022/2023 seguem a todo vapor: o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) já chegou à segunda rodada de conciliação com o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Rio Grande do Sul (Sindijore) e Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Rio Grande do Sul (SindiRádio). O terceiro encontro está marcado para a próxima quarta-feira, 29.

Na primeira rodada, realizada em 13 de junho, o Sindjors solicitou um reajuste de 14% – índice que considera a inflação e o aumento real – em uma só parcela e sem escalonamento. Além disso, pedia a unificação do piso salarial entre Porto Alegre e Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Pelotas, Rio Grande e São Leopoldo. Contudo, as entidades patronais ofereceram como contraproposta um reajuste de 9,52% para os trabalhadores que recebem o piso; 7,14% para quem está entre o piso e R$ 4 mil; e 4,76% aos que embolsam de R$ 4.000,01 até R$ 6 mil. 

Ainda foi apresentado o valor fixo de R$ 285,00 para aqueles que recebem mais de R$ 6 mil. No entanto, a alternativa não agradou muito a representante dos jornalistas, que também teve vetado o pedido de unificação do piso para as cidades destacadas. Por conta disso, o único acordo firmado na ocasião foi que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2021/2022, que estava em vigor até 31 de maio, seria prorrogada por mais 60 dias, até ser substituída por um acordo definitivo para o período 2022/2023. 

Segunda rodada

Realizada na manhã de ontem, 21, a segunda rodada voltou a reunir as três entidades. Abrindo mão do não escalonamento e do pedido inicial de reajuste de 14% no salário-base, o Sindjors apresentou a proposta de fixá-lo em 12% para quem ganha do piso salarial até R$ 6 mil e 9,60% para os que recebem acima de R$ 6.000,01. Contudo, a entidade manteve firme o posicionamento contrário ao parcelamento em duas vezes, sugerido pelas patronais.

De acordo com a diretora do Sindjors, Rosa Pitsch, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve alcançar o índice de 12,54% em junho – data-base dos jornalistas –, segundo as previsões da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima). Ela ainda defendeu que a entidade abriu mão da unificação do piso da Capital com as cidades de Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Pelotas, Rio Grande e São Leopoldo, para buscar o INPC integral para a grande maioria dos profissionais.

Presidente do Sindjors, Vera Daisy Barcellos observa que os jornalistas do Rio Grande do Sul já tiveram perdas salariais consideráveis. “Fizemos um levantamento e constatamos que, por anos seguidos, quando a economia estava aquecida e os veículos atravessavam bons momentos, os jornalistas não ganharam aumento real”, destaca. A pesquisa ainda aponta que, ao longo de 20 anos, o piso salarial dos jornalistas foi reduzido pela metade em comparação com o salário mínimo.

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