Mesmo em um momento em que a Inteligência Artificial é utilizada entre as empresas, o mercado publicitário brasileiro aponta não utilizar os benefícios da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) – capaz de gerar textos, imagens ou outros meios de resposta a solicitações em linguagem comum -. Em vista disso, foi realizado um estudo, chamado de ‘O futuro das Agências’, promovido pela KMG, em parceria com o Meio & Mensagem.
A pesquisa, publicada na última semana, mostra um mapeamento das expectativas dos CEOs em relação a essa tecnologia. Comprovou-se que apenas 16% das agências dizem utilizar a tecnologia avançada integrada a suas rotinas em diferentes áreas. Os dados ainda mostram que 55% consideram o uso em nível intermediário e que usufrui apenas de algumas ferramentas. Os outros 29%, afirmam que ainda estão em fase de explorar as possibilidades oferecidas pelas plataformas.
Ainda referente à pesquisa é possível observar alguns benefícios. Entre eles, aponta-se que 82% dos líderes afirmam que a GenAI promove o aumento na eficiência operacional e 51% diz que consegue realizar melhorias em análises de dados e geração de insights e redução de custos. Em relação à criatividade e inovação, os dados mostram que é o menos relevante, com 20% das menções. Por outro lado, referente aos desafios que as agências enfrentam se destaca a falta de profissionais especializados, preocupações éticas e a dificuldade de integração da tecnologia com o sistema da empresa.
Além disso, para cada 10 agências, sete se mostram estar adaptando o portfólio para suprir a demanda dos clientes por soluções baseadas em GenAI. Segundo o relatório da pesquisa, 41% delas estão ajustando serviços já existentes, 20% estão expandindo as ofertas e 6% ainda estão priorizando as parcerias e colaborações externas para atender às necessidades. Nesse sentido, mesmo que o aumento da eficiência seja propagado pelos entusiastas da área, somente 10% confirmam que houve redução de custos e aumento de margens de lucro utilizando a GenAI.

