O CEO do Telegram, Pavel Durov, disse que considera incluir a opção de leiloar nomes de usuários e links de grupos de canais no aplicativo. A afirmação foi feita ao comentar os resultados milionários do leilão que a TON, empresa de criptoativos, realizou para interessados em adquirir domínios. Segundo o executivo, isso criaria uma nova plataforma, onde os titulares de identidades digitais poderiam fazer essa comercialização livremente, como ocorre com sites da web.
Na prática, as partes interessadas fariam acordos baseados na venda de tokens não fungíveis (NFTs), com propriedade garantida no blockchain por meio de contratos inteligentes. “Se a TON conseguiu esses resultados, imagine o sucesso do Telegram, com seus 700 milhões de usuários, se colocarmos nomes de usuário reservados, links de grupos e canais para leilão”, afirmou o CEO, em mensagem dentro do seu canal na plataforma.
Durov ainda apontou que outros elementos do aplicativo também poderiam entrar para esse mercado digital: adesivos, emojis e canais teriam donos e poderiam ser valorizados ou desvalorizados, conforme o mercado. Para essa comercialização, a rede escolhida seria a própria TON, visto que o ativo digital era um projeto original do Telegram, mas que não pode ser lançado devido à intervenção da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, órgão regulador da economia norte-americana.
Na ocasião, a ferramenta de mensagens levou o caso para a Justiça, mas perdeu a ação e ficou proibido de lançar o Gram, que seria sua própria criptomoeda. Durov, no entanto, não deu planos de quando o Telegram pretende implementar essa mudança. Para o usuário regular, pouca coisa deve mudar, já que os nomes atuais serão mantidos. Dessa forma, a novidade surge com o foco em investidores e especuladores.

